Santo? Eu?


por Tati Souza

Todo mundo já ouviu a expressão: “de santo ele(a) não tem nada”, inclusive eu. E ninguém é santo mesmo, só não vê quem não quer. Todo mundo tem aquele diabinho e o anjinho ao pé da orelha, falando, induzindo pensamentos e ajudando a tomar decisões. E pra mim, pior que sempre seguir os conselhos do diabinho, é fingir que ele não está ali. Enganar aos outros é mamão com açúcar, mas enganar a si mesmo é difícil.

Por muitas vezes eu coloquei pessoas em altares, como se fossem anjos, semi-deuses e semi-deusas. Hoje, olho para trás e vejo que essa concepção de perfeição é pura, pura ilusão! E ninguém tem que ser Deus mesmo, afinal, que mundo sem graça viveríamos se todos fossem bonzinhos, compreensivos e perfeitos? Eu acredito que todos devem agir de acordo com sua consciência, se ela estiver tranquila está ótimo! Ainda tem mais: acreditem ou não, muitas vezes quem tem o melhor conselho para dar é o tal do diabinho.

Colocar qualquer pessoa, mesmo sua avó, em um altar e acreditar que é obrigação dela ser santa e carregar uma auréola iluminada em cima da cabeça é mais que burrice: é egoísmo. Todo mundo tem direito de tirar uma casquinha de todos os lados da vida, todo mundo tem o direito de errar, aliás, tem obrigação de errar e aprender com isso. Feio mesmo é não assumir o que é, viver em um mundo de faz de conta de bondade, não assumir que não é um exemplo de pessoa...

Faça merda, mas aguente as consequências. Ria, chore, pule, viva, acerte, erre e não tenha medo de não ser perfeito, ninguém é e a graça é exatamente essa.

3 comentários:

  1. Hayssam Akad disse...

    Muito bom. Fico contente que tenha mudado o foco. Valeu a pena. Foi o melhor port dentre os 4 anteriores. Parabéns.

  2. Antônio disse...

    Além da cara das criancinhas, seu post ta otimo. rsrs
    Mais pura verdade.

    Ass. Antônio

  3. Tati Souza disse...

    É tão bom ler que vcs gostaram! Amo escrever, é minha vida... pena q ando tão sem tempo e sem prática fica difícil. Por isso sempre falo do que vivo, do que sinto e do que vejo.
    Beijos!

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